Vereadora cobra explicações sobre suposta venda do “Bosque da Copel” para construção de prédios

Promotoria do Meio Ambiente foi acionada para apurar denúncias; área daria lugar a mais de 20 prédios

A vereadora Laís Leão (PDT) pediu explicações nesta segunda-feira (13) sobre denúncias recebidas pelo mandato de que a área conhecida como “Bosque da Copel”, localizada na Rua Padre Agostinho, no bairro do Bigorrilho, pode dar lugar a vários prédios. 

“O teor das mensagens que recebemos é muito grave. Há suspeita de que araucárias e outras árvores estão sendo cortadas para uma suposta construção de prédios. Já pedi esclarecimentos à Copel, às secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo, para entender o que de fato está acontecendo”, afirmou a vereadora.

A área em questão tem cerca de 93 mil m², o equivalente a quase dez campos de futebol, o bosque ocupa 47 mil m². O terreno abriga também o “Chapéu Pensador”, gabinete do Governo do Estado considerado um dos preferidos do ex-governador Jaime Lerner. 

Conforme os relatos de moradores da região, o bosque está em negociação para a implantação de um empreendimento imobiliário composto por 21 prédios residenciais, de 6 a 8 andares. 

Diante das denúncias, a parlamentar enviou ofício à Copel questionando se há algum projeto ou estudo em andamento que possa colocar em risco o bosque. Em 2023, a Companhia Paranaense de Energia foi privatizada e deixou de ser uma estatal.

Laís Leão também acionou a 1ª Promotoria De Proteção Ao Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná, cobrando a investigação de eventuais violações à legislação ambiental.

Por meio de Pedidos de Informação, a vereadora questionou as secretarias municipais de Meio Ambiente e de Urbanismo sobre: 

  • Se há algum processo administrativo em trâmite sobre supressão vegetal, licenciamento ambiental, autorização de manejo de fauna e flora, ou qualquer outro procedimento que envolva o bosque;

  • Se a SMMA tem registro de denúncias, fiscalizações, vistorias técnicas ou autos de infração emitidos nos últimos cinco anos referentes a essa área;

  • Se na Secretaria Municipal do Urbanismo há algum procedimento de licenciamento, aprovação de projeto, emissão de alvará de construção ou estudo urbanístico em trâmite. 

Prefeitura queria tornar área Reserva Natural

Em 2018, o prefeito Rafael Greca e o Governo do Estado do Paraná firmaram um protocolo de intenções para criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM) na área, destacando a importância ecológica e paisagística do local, que abriga nascentes do Rio Campina da Siqueira, afluente do Rio Barigui.

O compromisso foi firmado no próprio gabinete do “Chapéu Pensador” em cerimônia com a presença de diversas autoridades da Copel e do poder público. 

À época, Greca, atual secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, afirmou que o bosque “alivia o impacto dos espigões e do sistema trinário de transporte”, reconhecendo o papel do bosque no combate às ilhas de calor e na regulação hídrica. Porém, aparentemente, até hoje a criação da reserva não se confirmou. 

 

Ana Krüger, assessora de comunicação

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